O Nosso Patrono
 

Passaporte de Stuart Carvalhais Carimbos do passaporte

Homem que viveu para a vida e para a arte.

O seu estilo de vida descontraído sem qualquer interesse por bens materiais não lhe facilitavam o seu lado boémio.

Stuart era um bom observador e com o seu espírito crítico e intolerante para com a sociedade e a política, iniciou-se como caricaturista humorista e político. Criticava à sua maneira políticos de direita ou de esquerda, desenhando no seu traço livre, rápido e sem regras mas com verdade e rigor, era um modernista.

Este artista esteve alguns anos em Paris, onde a sua obra foi entendida e valorizada. Mas a sua alma pertencia a Lisboa e por isso regressou.

Após 1933, no período do Estado Novo, as suas críticas eram de cariz social.

As bebedeiras, a vida nocturna, a prostituição, a vida nos becos e vielas escondidos e as varinas são alguns dos temas que Stuart utilizava nas sua obras. O conhecimento destes temas devem-se ao meio que frequentava na sua vida boémia.

Lisboa foi retratada no seu dia-a-dia com a sua gente por Stuart.

Utilizava todo o tipo de material, fósforos, vinho, carvão, guardanapos, papéis velhos para retratar qualquer situação gracejar ou criticar.

Ganhou vários prémios, mas as instituições de arte nunca o reconheceram.

«...à cidade, como amante querido, sacrificou a glória da sua arte.» in O Século

Morreu no dia 2 de Março de 1961.

Saturday the 20th.